EVODUXProdutos de inteligência para custos assistenciais
Custo de procedimento cirúrgico hospitalar

Artroscopia de ombro

Código Evodux EVX-ORT-AOM-01-CPH · versão 1.3.1 · data-base out/2026 · produto licenciado

Análise de custos
Custo de procedimento cirúrgico hospitalar · Ortopedia e traumatologia
Artroscopia de ombro
Custo do procedimento sob a perspectiva do hospital: quanto custa realizar o reparo artroscópico do manguito rotador, qual preço cobre esse custo com a margem desejada e quanto ele gera hoje em conta aberta.
Artroscopia de ombro
Código EvoduxEVX-ORT-AOM-01-CPH
Versão1.0
Data-baseOut/2026
Próxima atualizaçãoAbr/2027

Leitura econômica do procedimento

Resumo do produto

ElementoReferência do produto
O que é o produtoCusto de procedimento cirúrgico hospitalar (CPH): custo do procedimento, estrutura hospitalar e resultado econômico do hospital
Base técnicaBase técnica Evodux de artroscopia de ombro · versão 1.0 · data-base out/2026
ProcedimentoReparo artroscópico de lesão completa do tendão do supraespinal de até 3 cm, com 2 âncoras de sutura em fileira simples, em caráter eletivo
Códigos TUSSTUSS 30735068, ruptura do manguito rotador por procedimento videoartroscópico de ombro; CBHPM 3.07.35.06-8, porte 10C, 2 auxiliares, porte anestésico 6 (CBHPM 2016 com alterações de 2018; confirmar na edição adotada)
EspecialidadeOrtopedia e traumatologia (cirurgia do ombro)
Escopo hospitalarComponente hospitalar do episódio, com OPME incluída
Honorários médicosNão incluídos no custo hospitalar (cirurgião ortopedista, auxiliares e anestesiologista)
Preço de referência EvoduxR$ 7.106,52 (apartamento standard) · R$ 5.391,08 (enfermaria)
Permanência1 diária de acomodação, alta em até 24 horas; UTI não programada
OPME principal2 âncoras de sutura com fios de alta resistência e imobilizador com almofada de abdução (R$ 1.144,00)
Código e data-baseCódigo Evodux EVX-ORT-AOM-01-CPH · versão 1.3.1 · data-base out/2026
Escopo do produto
Componente hospitalar do episódio, com OPME incluída. Honorários do cirurgião ortopedista, dos auxiliares e do anestesiologista não integram o custo hospitalar. Exames e consultas antes da internação, fisioterapia e reabilitação, curativos e retornos após a alta ficam fora deste custo. Código TUSS: 30735068.

Como utilizar este produto

Um roteiro em seis etapas, do protocolo ao resultado econômico do hospital.

01Confirmar o caso índice

Verifique se os pacientes do hospital correspondem ao reparo artroscópico eletivo de lesão do supraespinal de até 3 cm, com 2 âncoras em fileira simples e alta em até 24 horas, que serve de referência ao custo.

02Revisar protocolo e custo

Leia os protocolos anestésico, do procedimento e pós-procedimento, informe o custo de aquisição do hospital e os códigos TUSS dos itens.

03Custear a estrutura

Informe sala cirúrgica, acomodação e custos operacionais no modo simplificado ou no custeio detalhado por centro de custo.

04Precificar o procedimento

Defina tributos e margem e obtenha o preço de equilíbrio e o preço do procedimento, comparados à referência Evodux e aos benchmarks.

05Medir a operação atual

Envie as contas reais do procedimento para cruzar a utilização com o protocolo e medir faturamento, receita líquida, custo e resultado.

06Avaliar propostas e acompanhar

Compare uma proposta da operadora ou um pacote particular com o seu custo, teste cenários e, após implantar, acompanhe previsto e realizado.

Quatro grandezas que o produto nunca mistura
Faturamento é o que o hospital cobra. Receita líquida é o que efetivamente recebe depois de glosas e ajustes. Custo é o valor dos recursos consumidos para realizar o procedimento. Resultado é a receita líquida menos tributos, encargos incidentes e custo. A conta hospitalar não é custo e o preço negociado não é custo.

Origem de cada informação

Dado EvoduxDado do hospitalConta importadaCalculadoBenchmark

Todo indicador com o botão i abre a rastreabilidade completa: dado de origem, fonte, premissa e fórmula. Valores sem base aparecem como não informado e nunca como zero.

Caso índice clínico

Premissas que orientam o protocolo-base e a precificação.

TUSS30735068
AnestesiaGeral balanceada + bloqueio interescalênico
TécnicaArtroscopia · fileira simples · 2 âncoras
Permanência1 diária · sem UTI
PremissaCaso índice Evodux
Paciente de referênciaAdulto, 55 anos utilizados exclusivamente como referência de modelagem; ASA I ou II
Peso / altura / IMC75 kg / 1,72 m / 25,4 kg/m²
Condição clínicaLesão completa sintomática do tendão do supraespinal, de pequena a média extensão (até 3 cm no maior diâmetro), com indicação de reparo definida pelo cirurgião após avaliação clínica e de imagem; procedimento eletivo
ComorbidadesSem comorbidade relevante capaz de modificar materialmente a jornada-base; sem doença pulmonar que torne arriscada a paresia do hemidiafragma, descrita após bloqueio interescalênico com volume alto [A7] (critério de exclusão adotado como premissa de modelagem); sem uso de anticoagulante
ProcedimentoReparo artroscópico do manguito rotador com 2 âncoras de sutura em fileira simples, com bursectomia subacromial e preparo da área de inserção na tuberosidade maior. A fileira dupla não é recomendada para melhorar os desfechos relatados pelo paciente e, em lesões maiores que 3 cm, pode reduzir nova ruptura e melhorar desfechos [C1]; na metanálise de ensaios randomizados, reduziu nova ruptura sem diferença nos escores clínicos [C2]
Códigos de referênciaTUSS 30735068, ruptura do manguito rotador por procedimento videoartroscópico de ombro; CBHPM 3.07.35.06-8, porte 10C, 2 auxiliares, porte anestésico 6 (CBHPM 2016 com alterações de 2018; confirmar na edição adotada)
Técnica anestésicaAnestesia geral balanceada com intubação orotraqueal associada a bloqueio interescalênico do plexo braquial para analgesia, primeira escolha da diretriz [A5]; guia por ultrassom, ropivacaína e anestesia geral são escolhas da configuração precificada
PosicionamentoCadeira de praia; pressão arterial medida e controlada considerando a posição sentada, em que eventos de dessaturação cerebral são mais frequentes que em decúbito lateral [A8]
Técnica do procedimentoPortais posterior, anterior e lateral; artroscopia diagnóstica glenoumeral; bursectomia subacromial; preparo da área de inserção; inserção de 2 âncoras; passagem dos fios pelo tendão e amarria em fileira simples; irrigação com soro fisiológico com epinefrina para visualização [C3], cujo maior efeito no ensaio foi observado em reparos de Bankart e SLAP; não se confirmou a hipótese de que o maior efeito ocorreria nos procedimentos subacromiais e no reparo do manguito. Acromioplastia não é feita de rotina no caso índice [C1]. Número de âncoras, fileira simples, equipo irrigador e passadores de sutura reutilizáveis são premissas de modelagem. A decisão de técnica é do cirurgião.
Profilaxia antibióticaCefazolina 2 g por via venosa em dose única, até 60 minutos antes da incisão (dose e momento [A4]). A diretriz não trata de artroscopia de ombro nem de âncoras: a indicação neste procedimento é premissa a validar pelo responsável técnico
Prevenção de tromboembolismoRisco individual estratificado; no caso índice de baixo risco, deambulação precoce, sem anticoagulante programado; a incidência após artroscopia de ombro é baixa e não há benefício demonstrado de profilaxia farmacológica de rotina [P1][P2]
OPME2 âncoras de sutura de 4,5 a 5,5 mm com dois fios de alta resistência cada e 1 imobilizador de ombro com almofada de abdução
UTINão programada; zero diária de UTI no caso índice
Permanência prevista1 diária em apartamento standard (ou enfermaria), com alta em até 24 horas da admissão
Regra do caso índice
O caso índice norteia o dimensionamento técnico e econômico. Número de âncoras, configuração em fileira simples, posição em cadeira de praia e tempos são premissas de modelagem, não indicação clínica. Ajustes por tamanho e qualidade da lesão, lesões associadas e protocolo institucional seguem responsabilidade assistencial.

Jornada e permanência do caso índice

EtapaCaso índice Evodux
AdmissãoNo dia da cirurgia, em jejum conforme a diretriz da ASA [A2], com exames e avaliação pré-anestésica prévios fora deste custo
Sala cirúrgicaAté 3 horas, da entrada na sala à saída: bloqueio interescalênico, indução anestésica, posicionamento em cadeira de praia, artroscopia, reparo, curativo e colocação do imobilizador
Recuperação (RPA)Até 1 hora após a cirurgia, com monitorização até os critérios de alta da recuperação
Unidade de internaçãoApartamento standard ou enfermaria: analgesia multimodal, profilaxia de náusea, hidratação até a aceitação da dieta, deambulação precoce, membro protegido no imobilizador e vigilância respiratória e neurovascular
UTINão programada. Transferência somente por intercorrência (insuficiência respiratória, evento cardiovascular, complicação do bloqueio), tratada como evento fora do caso índice
AltaPremissa de custeio: alta em até 24 horas da admissão. A decisão de alta é do médico assistente; critérios clínicos de referência: dor controlada por analgesia oral, sem dispneia, membro com perfusão adequada, aceitando dieta, deambulando e com diurese espontânea, com imobilizador e orientações (critérios sem fonte específica no produto, a validar pelo responsável técnico). Tempo de sala, recuperação e diária são premissas econômicas, não critérios de alta.
Total do episódio1 diária de acomodação · 0 diária de UTI · 3 horas de sala · 1 hora de recuperação
Por que sem UTI
Curta permanência, 1 diária de acomodação e ausência de UTI programada são premissas de modelagem do caso índice, sem fonte específica no produto. UTI planejada, permanência prevista maior ou associação com outro procedimento caracterizam outra jornada e exigem reclassificação.

Como o caso índice deve ser usado

O caso índice é a referência do custo deste produto: reparo artroscópico eletivo de lesão do supraespinal de até 3 cm, com 2 âncoras em fileira simples, em paciente sem comorbidade relevante, sem UTI programada e com permanência de até uma diária. Antes de comparar o custo de um episódio real com a referência, confirme se ele é comparável a esse caso.

Lesão maciça ou de mais de um tendão, reparo em fileira dupla ou com mais de 2 âncoras, reparo do subescapular, tenodese do bíceps com implante, reconstrução capsular superior, aumento com enxerto, revisão de reparo prévio, estabilização por instabilidade, fratura, cirurgia aberta, UTI programada ou permanência prevista acima de uma diária descrevem outro procedimento ou outra jornada. Nesses casos, o custo deste produto não se aplica diretamente e a diferença não deve ser lida como desvio de protocolo.

Regra de uso
Usar o custo e o preço deste produto somente para episódios que correspondam ao caso índice. Episódios de outra natureza exigem o custo do procedimento correspondente.

Protocolo anestésico

Anestesia geral com bloqueio interescalênico do caso índice: o que será feito, como será realizado e quais recursos sustentam o procedimento.

AnestesiaGeral balanceada · intubação orotraqueal · bloqueio interescalênico guiado por ultrassom
O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
Avaliação e preparaçãoConfirmar o enquadramento no caso índice, o jejum e o plano anestésico, avaliar condições que contraindiquem o bloqueio interescalênico e puncionar acesso venoso periférico.Avaliação antes da anestesia, cateter venoso 20G e equipo. Jejum conforme a diretriz da ASA; líquido claro com carboidrato até 2 horas antes em adulto saudável [A2]. Paresia do hemidiafragma foi descrita após bloqueio interescalênico com volume alto [A7], condição a considerar em doença pulmonar.
MonitorizaçãoMonitorar oxigenação, ventilação com capnografia e circulação durante toda a anestesia e a temperatura quando houver alteração prevista [A1]. Na cadeira de praia, eventos de dessaturação cerebral são mais frequentes que em decúbito lateral [A8]; a pressão arterial é medida no braço não operado (premissa operacional).Cardioscopia, oximetria de pulso, pressão não invasiva, capnografia e temperatura [A1]. Linha de amostragem da capnografia, sensor de temperatura, manguito de pressão e aquecimento do paciente não estão na composição de itens: presumidos na estrutura da sala, a confirmar pelo hospital.
Bloqueio interescalênicoRealizar o bloqueio do plexo braquial guiado por ultrassom, com técnica asséptica, antes da indução.Ropivacaína 7,5 mg/mL, frasco-ampola 20 mL, agulha para bloqueio 22G 50 mm, capa estéril do transdutor e gel estéril. Bloqueio interescalênico recomendado para analgesia do reparo do manguito [A5]. Volume e concentração são definidos pelo anestesiologista; o frasco de 20 mL é premissa de custeio.
AnsióliseAdministrar benzodiazepínico em dose baixa antes do bloqueio, quando indicado.Midazolam.
Indução e intubaçãoInduzir por via venosa com opioide, hipnótico e bloqueador neuromuscular e intubar a traqueia.Fentanila, propofol, lidocaína, rocurônio, tubo endotraqueal 7,5 com balonete e cânula de Guedel.
ManutençãoManter anestesia inalatória em baixo fluxo.Sevoflurano e filtro trocador de calor e umidade.
Posicionamento e hipotensãoPosicionar em cadeira de praia com proteção de pontos de pressão e cabeça em posição neutra; tratar hipotensão ou bradicardia quando ocorrerem.Eventos de hipotensão e bradicardia ocorrem em artroscopia de ombro sentado sob bloqueio interescalênico [A9]. Efedrina como resgate, 1 ampola: premissa econômica, sem fonte específica no produto.
Profilaxia antibióticaAdministrar cefazolina 2 g por via venosa em até 60 minutos antes da incisão (dose e momento [A4]).Cefazolina 1 g, 2 frascos. Indicação neste procedimento a validar pelo responsável técnico.
Profilaxia de náusea e vômitoFazer profilaxia multimodal conforme o risco do paciente [A3].Dexametasona 10 mg (1 ampola de 2,5 mL) e ondansetrona, incluídas no custeio do caso índice como premissa econômica. A dexametasona por via venosa é recomendada [A5] e, na dose de 10 mg, prolongou a analgesia do bloqueio interescalênico com ropivacaína 0,5% [A6].
Configuração de referência
Técnica de referência do protocolo: anestesia geral balanceada com intubação orotraqueal e bloqueio interescalênico em dose única, primeira escolha da diretriz [A5]; o guia por ultrassom é escolha da configuração precificada. Cateter perineural contínuo, bloqueio supraescapular isolado, máscara laríngea e monitorização cerebral por espectroscopia não fazem parte da configuração precificada.

Suporte durante e ao fim da anestesia

O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
Analgesia intraoperatóriaIniciar a analgesia multimodal antes do despertar.Dipirona, como componente da analgesia multimodal [A5][C1]. A PROSPECT recomenda paracetamol e anti-inflamatório; a dipirona é escolha da prática brasileira, sem fonte específica no produto.
HidrataçãoManter reposição volêmica com cristaloide balanceado durante a cirurgia.Ringer com lactato, 2 bolsas de 500 mL.
Reversão do bloqueio neuromuscularDefinir a necessidade e a estratégia de reversão conforme a profundidade do bloqueio avaliada objetivamente; confirmar recuperação da relação TOF ≥0,9 por monitorização quantitativa antes da extubação [A10].Neostigmina associada à atropina é a configuração econômica adotada; a neostigmina é alternativa para bloqueio mínimo. A escolha, a dose e o momento da reversão são do anestesiologista, conforme a monitorização e o protocolo institucional. Monitor e consumíveis de monitorização neuromuscular: confirmar disponibilidade e alocação no custeio hospitalar, sem cobrança duplicada.
Extubação e transferênciaExtubar com o paciente acordado e transferir para a recuperação.Aspiração de vias aéreas, seringas e agulhas de preparo.
Regra de modelagem
As quantidades de medicamentos e materiais utilizadas na precificação representam premissas econômicas do caso índice e não constituem prescrição individual.

Precificação do protocolo anestésico

Itens e custos do protocolo anestésico, com a referência Evodux e o custo do hospital.

Preencha a coluna Custo do hospital com o custo de aquisição da instituição. Em branco, vale a referência Evodux. Com o protocolo institucional ativo, também é possível alterar quantidades, excluir e incluir itens.

Medicamentos de indução, manutenção e bloqueio
Fonte econômica
Base Evodux de clientes, projetos, protocolos e referências de aquisição; data-base out/2026. Materiais devem corresponder à unidade de aquisição efetiva.
Profilaxias, analgesia, reversão, resgate e hidratação
Materiais de via aérea, monitorização e bloqueio
Materiais de preparo e administraçãoAbertura item a item
Subtotal protocolo anestésico
Fonte econômica
Seringas e agulhas estão abertas por apresentação e quantidade. O sevoflurano está expresso em mililitros consumidos em baixo fluxo. Honorários do anestesiologista e o aparelho de ultrassom, que é equipamento da estrutura, não integram o subtotal.

Referências bibliográficas do protocolo anestésico

Literatura técnico-científica utilizada e sua aplicação específica no protocolo.

A1
American Society of Anesthesiologists. Standards for Basic Anesthetic Monitoring. Schaumburg (IL): American Society of Anesthesiologists; aprovado em 21 de outubro de 1986, última emenda em 15 de outubro de 2025. Norma institucional, sem PMID.
Aplicação: Tipo: norma da sociedade (padrão de prática da ASA). Standard II: oximetria de pulso (2.1), capnografia contínua na anestesia geral (2.2), ECG contínuo e pressão arterial no mínimo a cada 5 minutos (2.3) e temperatura quando houver alteração prevista ou suspeita (2.4). Não trata de espectroscopia cerebral nem de pressão invasiva na cadeira de praia e não define quantidades de material. www.asahq.org/standards-and-practice-parameters/standards-for-basic-anesthetic-monitoring
A2
Joshi GP, Abdelmalak BB, Weigel WA, Harbell MW, Kuo CI, Soriano SG, et al. 2023 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Preoperative Fasting: Carbohydrate-containing Clear Liquids with or without Protein, Chewing Gum, and Pediatric Fasting Duration. A Modular Update of the 2017 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Preoperative Fasting. Anesthesiology. 2023;138(2):132-151. doi:10.1097/ALN.0000000000004381. PMID: 36629465.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática (ASA) com revisão sistemática. Sustenta líquido claro com carboidrato até 2 horas antes de procedimento eletivo em adulto saudável. Os tempos de jejum para sólidos vêm da diretriz ASA de 2017, que esta atualiza e que não foi conferida nesta revisão. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36629465/
A3
Gan TJ, Belani KG, Bergese S, Chung F, Diemunsch P, Habib AS, et al. Fourth Consensus Guidelines for the Management of Postoperative Nausea and Vomiting. Anesth Analg. 2020;131(2):411-448. doi:10.1213/ANE.0000000000004833. PMID: 32467512. Errata: Anesth Analg. 2020;131(5):e241 (PMID: 33094991), que corrige a Tabela 2 e a Figura 4. Atualização: Gan TJ, Jin Z, Ayad S, Belani KG, Habib AS, Meyer TA, et al. Fifth Consensus Guidelines for the Management of Postoperative Nausea and Vomiting: Executive Summary. Anesth Analg. 2026;143(3):497–513. Publicado online em 14 de novembro de 2025. doi:10.1213/ANE.0000000000007816. PMID: 41237407.
Aplicação: Tipo: consenso de especialistas com endosso de sociedades. Pelo resumo, sustenta a estratificação do risco, a profilaxia multimodal nos pacientes de risco e o tratamento de resgate. A seção de resgate do texto integral orienta utilizar classe farmacológica diferente da profilaxia; após mais de 6 horas, pode-se considerar repetir antiemético de curta ação se não houver alternativa disponível. A escolha, dose e momento devem ser definidos pelo anestesiologista conforme risco e protocolo institucional. Texto integral consultado: https://www.ashp.org/-/media/assets/policy-guidelines/docs/endorsed-documents/endorsed-documents-fourth-consensus-guidelines-postop-nausea-vomiting.pdf Atualização de 2026: a 5ª edição mantém a abordagem multimodal de prevenção e recomenda resgate de classe farmacológica diferente da profilaxia. Se transcorrerem mais de 6 horas, uma segunda dose de antagonista 5-HT3 ou butirofenona pode ser considerada somente quando não houver alternativa. A escolha, dose e momento são institucionais e do anestesiologista. Foram conferidos o resumo executivo e a seção Guideline 4 do relatório completo; esta atualização não altera os medicamentos ou quantidades precificados. Fonte da seção conferida (p.33): https://cdn-links.lww.com/permalink/aa/f/aa_1_1_2025_09_14_gan_aa-d-25-00465_sdc1.pdf pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41237407/
A4
Bratzler DW, Dellinger EP, Olsen KM, Perl TM, Auwaerter PG, Bolon MK, et al. Clinical practice guidelines for antimicrobial prophylaxis in surgery. Am J Health Syst Pharm. 2013;70(3):195-283. doi:10.2146/ajhp120568. PMID: 23327981.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática (ASHP, IDSA, SIS e SHEA). Tabela 1: cefazolina 2 g para adulto (3 g a partir de 120 kg); seção de momento: dose inicial até 60 minutos antes da incisão; duração menor que 24 horas. A diretriz não trata de artroscopia de ombro nem de âncoras de sutura: a indicação de profilaxia neste procedimento é premissa a validar pelo responsável técnico. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23327981/
A5
Toma O, Persoons B, Pogatzki-Zahn E, Van de Velde M, Joshi GP; PROSPECT Working Group collaborators. PROSPECT guideline for rotator cuff repair surgery: systematic review and procedure-specific postoperative pain management recommendations. Anaesthesia. 2019;74(10):1320-1331. doi:10.1111/anae.14796. PMID: 31392721.
Aplicação: Tipo: revisão sistemática com recomendações procedimento-específicas (PROSPECT/ESRA). Recomenda bloqueio interescalênico como primeira escolha, em dose única ou contínuo; bloqueio supraescapular como alternativa; paracetamol e anti-inflamatório mantidos no pós-operatório; dexametasona por via venosa; opioide como resgate; técnica artroscópica sempre que possível. Não recomenda adjuvantes perineurais, hipotensão controlada nem imobilizador específico para controle da dor. Não define doses nem quantidades. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31392721/
A6
Desmet M, Braems H, Reynvoet M, Plasschaert S, Van Cauwelaert J, Pottel H, et al. I.V. and perineural dexamethasone are equivalent in increasing the analgesic duration of a single-shot interscalene block with ropivacaine for shoulder surgery: a prospective, randomized, placebo-controlled study. Br J Anaesth. 2013;111(3):445-452. doi:10.1093/bja/aet109. PMID: 23587875.
Aplicação: Tipo: ensaio clínico randomizado, duplo-cego, controlado por placebo. Em 150 pacientes de artroscopia de ombro com bloqueio interescalênico em dose única com ropivacaína 0,5%, a dexametasona 10 mg por via venosa prolongou a analgesia de forma equivalente à via perineural. Não é específico de reparo do manguito e não trata de náusea. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23587875/
A7
Urmey WF, Talts KH, Sharrock NE. One hundred percent incidence of hemidiaphragmatic paresis associated with interscalene brachial plexus anesthesia as diagnosed by ultrasonography. Anesth Analg. 1991;72(4):498-503. doi:10.1213/00000539-199104000-00014. PMID: 2006740.
Aplicação: Tipo: estudo observacional prospectivo com 13 pacientes. Paresia do hemidiafragma em todos os pacientes após bloqueio interescalênico por técnica de parestesia com volume alto de mepivacaína, com recuperação em 3 a 5 horas. Não avalia o bloqueio guiado por ultrassom com volume baixo. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/2006740/
A8
Murphy GS, Szokol JW, Marymont JH, Greenberg SB, Avram MJ, Vender JS, et al. Cerebral oxygen desaturation events assessed by near-infrared spectroscopy during shoulder arthroscopy in the beach chair and lateral decubitus positions. Anesth Analg. 2010;111(2):496-505. doi:10.1213/ANE.0b013e3181e33bd9. PMID: 20508134.
Aplicação: Tipo: estudo observacional prospectivo comparativo, não randomizado. Eventos de dessaturação cerebral em 80,3% dos pacientes em cadeira de praia e em nenhum em decúbito lateral. Não avalia desfecho neurológico e não torna obrigatória a espectroscopia. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20508134/
A9
Liguori GA, Kahn RL, Gordon J, Gordon MA, Urban MK. The use of metoprolol and glycopyrrolate to prevent hypotensive/bradycardic events during shoulder arthroscopy in the sitting position under interscalene block. Anesth Analg. 1998;87(6):1320-1325. doi:10.1097/00000539-199812000-00020. PMID: 9842820.
Aplicação: Tipo: ensaio clínico randomizado com 150 pacientes. Eventos de hipotensão e bradicardia em 28% dos pacientes do grupo placebo em artroscopia de ombro sentado sob bloqueio interescalênico. Sustenta a ocorrência do evento; não trata de efedrina como resgate, que é premissa econômica do produto. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/9842820/
A10
Thilen SR, et al. 2023 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Monitoring and Antagonism of Neuromuscular Blockade: A Report by the American Society of Anesthesiologists Task Force on Neuromuscular Blockade. Anesthesiology. 2023;138:13-41. doi:10.1097/ALN.0000000000004379. PMID: 36520073.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática (ASA). Sustenta monitorização quantitativa, avaliação no adutor do polegar e recuperação da relação TOF de 0,9 ou mais antes da extubação. Não determina que a neostigmina só possa ser usada em bloqueio mínimo nem define dose econômica universal. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36520073/

Configuração anestésica e aderência bibliográfica

Delimitação entre as recomendações consultadas e a configuração efetivamente precificada.

Configuração precificada
Versão-base: bloqueio interescalênico em dose única guiado por ultrassom com ropivacaína, anestesia geral balanceada com fentanila, propofol, rocurônio e sevoflurano, cefazolina 2 g em dose única, profilaxia de náusea com dexametasona e ondansetrona, dipirona intraoperatória, efedrina como resgate de hipotensão e reversão com neostigmina e atropina. A escolha definitiva segue avaliação individual e protocolo institucional.
Aderência bibliográfica / componentes não incluídos
A diretriz PROSPECT para reparo do manguito rotador recomenda bloqueio interescalênico como primeira escolha e bloqueio supraescapular como alternativa, paracetamol, anti-inflamatório e dexametasona por via venosa, com opioide como resgate; não recomenda adjuvante perineural nem hipotensão controlada [A5]. A versão-base usa dipirona no lugar do paracetamol, escolha sem fonte específica no produto, a decidir pelo responsável técnico. Cateter perineural contínuo, bloqueio supraescapular, sugamadex e monitorização cerebral por espectroscopia não estão precificados. Somente os componentes explicitamente apresentados nas tabelas estão precificados nesta versão-base.
Regra para customização
Inclusão de recurso anestésico adicional, como cateter perineural contínuo ou sugamadex, exige definição prévia de técnica, medicamentos, materiais, quantidades e custos antes da implantação, no protocolo institucional.

Protocolo do procedimento

Reparo artroscópico do manguito rotador do caso índice descrito pelo que será feito, como e com quais recursos.

TécnicaArtroscopia · 3 portais · 2 âncoras em fileira simples

Preparo, antissepsia e montagem

O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
PosicionamentoPosicionar o paciente em cadeira de praia com o membro superior livre e apoiado.Posicionador de ombro e suporte de braço da estrutura da sala; placa neutra do eletrocautério.
AntissepsiaDegermar e aplicar antisséptico alcoólico no ombro, na axila e no membro superior.Clorexidina degermante 2% e clorexidina alcoólica 0,5%. A clorexidina alcoólica reduziu a infecção do sítio cirúrgico em cirurgia limpa-contaminada [C4]; o uso em cirurgia ortopédica limpa é extrapolação e a etapa degermante é rotina institucional. Concentrações a validar pelo controle de infecção.
Campos e paramentaçãoMontar o campo estéril e paramentar a equipe.Kit de campos estéreis para ortopedia de ombro e joelho, aventais e luvas.
Montagem de vídeo e irrigaçãoMontar a ótica com capa estéril e o sistema de irrigação com soro fisiológico.Capa estéril para câmera, equipo irrigador para artroscopia, soro fisiológico para irrigação (15 litros como premissa) com epinefrina 1 mg por bolsa de 3 litros para visualização [C3].

Portais, artroscopia e preparo

O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
PortaisLocalizar e criar os portais posterior, anterior e lateral.Agulha raquidiana 20G para localização, lâmina nº 11 e 2 cânulas artroscópicas descartáveis.
Artroscopia diagnóstica e bursoscopiaInspecionar a articulação glenoumeral e o espaço subacromial e confirmar a lesão.Ótica, ponteira de ablação por radiofrequência e lâmina de shaver.
Bursectomia e preparo da inserçãoRessecar a bursa e preparar a área de inserção na tuberosidade maior. Acromioplastia não é rotina no caso índice [C1].Lâmina de shaver 4,5 mm e ponteira de ablação.

Reparo, fechamento e imobilização

O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
Inserção das âncorasInserir 2 âncoras na área de inserção preparada.2 âncoras de sutura de 4,5 a 5,5 mm pré-carregadas com dois fios de alta resistência (OPME). Número de âncoras e fileira simples são premissas de modelagem do caso índice, sem fonte específica no produto.
Passagem e amarria dos fiosPassar os fios pelo tendão e amarrar em fileira simples.Fios das âncoras; passadores de sutura e empurrador de nó são instrumental reutilizável, premissa de modelagem.
Fechamento e curativoFechar a pele dos portais, aplicar curativo e colocar o imobilizador ainda na sala.Fio náilon 3-0, gaze, fita microporosa e imobilizador com almofada de abdução (OPME).
Segurança e rastreabilidade do implante
Antes da inserção, conferir modelo, validade, integridade da embalagem e esterilidade das âncoras e registrar no prontuário as etiquetas de lote de cada uma. Acompanhar o volume de líquido de irrigação utilizado. A diferença de utilização em relação ao protocolo é dado econômico, não julgamento assistencial.

Precificação do protocolo do procedimento

Medicamentos e materiais diretamente consumidos, com a referência Evodux e o custo do hospital.

Preencha a coluna Custo do hospital com o custo de aquisição da instituição. Em branco, vale a referência Evodux. Com o protocolo institucional ativo, também é possível alterar quantidades, excluir e incluir itens.

Antissepsia, irrigação e soluçõesParte 1 de 3
Fonte econômica
Base Evodux de clientes, projetos, protocolos e referências de aquisição; data-base out/2026. Materiais devem corresponder à unidade de aquisição efetiva.
Paramentação, campos e materiais cirúrgicosParte 2 de 3
Descartáveis de artroscopia, sutura e curativoParte 3 de 3
Subtotal protocolo do procedimento
Fonte econômica
Âncoras e imobilizador estão na OPME. Estrutura da sala cirúrgica, torre de vídeo, ótica, shaver e gerador de radiofrequência, instrumental reutilizável, equipe operacional e equipamentos fixos aparecem em custos operacionais. Honorários do cirurgião e dos auxiliares não integram o subtotal.

Precificação da OPME

Configuração padrão do caso índice e regra econômica para variações.

Preencha a coluna Custo do hospital com o custo de aquisição da instituição. Em branco, vale a referência Evodux. Com o protocolo institucional ativo, também é possível alterar quantidades, excluir e incluir itens.

OPME padrão do caso índice
Subtotal OPME padrão
Dentro do custo padrão
  • Variação de marca de âncora na mesma categoria técnica
  • Material da âncora (titânio, PEEK, biocomposto ou toda de sutura) na mesma faixa de diâmetro
  • Variação de modelo do imobilizador com almofada de abdução
Outra configuração: custear à parte
  • Mais de 2 âncoras ou reparo em fileira dupla ou em ponte de sutura
  • Âncoras sem nó da fileira lateral
  • Tenodese do bíceps com implante
  • Enxerto ou aumento biológico do reparo
  • Passadores de sutura descartáveis
Fonte econômica
Base Evodux; data-base out/2026. Cada âncora é precificada por unidade; o imobilizador, por unidade. Configuração diferente deve ser custeada separadamente.

Composição detalhada da OPME padrão

ComponenteQtd.Especificação de referênciaLinha de custo
Âncora de sutura2Diâmetro de 4,5 a 5,5 mm, pré-carregada com dois fios de alta resistência, aplicador descartável; registro na ANVISAÂncora de sutura
Imobilizador de ombro1Tipoia com almofada de abdução, adulto, colocada ao fim da cirurgiaImobilizador de ombro

As duas âncoras compõem uma linha de custo com quantidade 2; o imobilizador, outra linha.

Como interpretar a OPME padrão

A configuração de OPME desta versão é a referência econômica do caso índice: duas âncoras de sutura pré-carregadas com fios de alta resistência para reparo em fileira simples, e um imobilizador com almofada de abdução. Essa combinação organiza a precificação do custo; não deve ser apresentada como marca obrigatória nem como recomendação clínica universal.

Variação de marca e de material da âncora dentro da mesma categoria não altera o custo de referência de forma material. Mais âncoras, fileira dupla, âncoras sem nó, tenodese com implante e enxertos representam outra configuração e devem ser custeados à parte, no protocolo institucional ou no custo do procedimento correspondente.

O imobilizador é premissa de modelagem do cuidado pós-operatório: a PROSPECT não recomenda modelo específico de imobilizador para controle da dor [A5] e a AAOS considera equivalentes a mobilização precoce e a tardia [C1].

As referências sustentam o reparo artroscópico e não mostram ganho nos desfechos relatados pelo paciente com a fileira dupla [C1][C2], mas não tornam obrigatória uma marca ou modelo de âncora. Esta é a configuração Evodux adotada para modelagem técnico-econômica do caso índice; alternativas clinicamente adequadas podem ser avaliadas conforme equivalência e justificativa, com o custo recalculado no protocolo institucional.

Referências bibliográficas do protocolo do procedimento

Literatura técnico-científica utilizada no protocolo do procedimento.

C1
American Academy of Orthopaedic Surgeons. Management of Rotator Cuff Injuries: Evidence-Based Clinical Practice Guideline. Rosemont (IL): AAOS; aprovada e publicada em 18 de agosto de 2025. Diretriz institucional, sem PMID.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática da sociedade. Recomendação 4: não sugere acromioplastia de rotina junto ao reparo artroscópico de lesões pequenas e médias. Recomendação 7: mobilização precoce (0 a 2 semanas) e tardia (até 8 semanas) com resultados equivalentes. Recomendação 15: fileira dupla não recomendada para melhorar os desfechos relatados pelo paciente. Recomendação 16: em lesões maiores que 3 cm, fileira dupla pode reduzir nova ruptura e melhorar desfechos. Recomendação 20: reparo artroscópico com menos dor e mais mobilidade precoce que o aberto. Recomendação 21: analgesia multimodal ou não opioide. Não define número de âncoras. Discute modalidades de analgesia, inclusive bloqueio regional, mas não estabelece o esquema anestésico ou as quantidades precificadas neste produto. Não traz recomendação de tromboprofilaxia para o caso índice. www.aaos.org/quality/quality-programs/rotator-cuff/
C2
Millett PJ, Warth RJ, Dornan GJ, Lee JT, Spiegl UJ. Clinical and structural outcomes after arthroscopic single-row versus double-row rotator cuff repair: a systematic review and meta-analysis of level I randomized clinical trials. J Shoulder Elbow Surg. 2014;23(4):586-597. doi:10.1016/j.jse.2013.10.006. PMID: 24411671.
Aplicação: Tipo: revisão sistemática e metanálise de 7 ensaios randomizados. Fileira dupla com menos nova ruptura (14,2% contra 25,9%), sem diferença nos escores clínicos. O resumo não traz análise por tamanho da lesão. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24411671/
C3
van Montfoort DO, van Kampen PM, Huijsmans PE. Epinephrine Diluted Saline-Irrigation Fluid in Arthroscopic Shoulder Surgery: A Significant Improvement of Clarity of Visual Field and Shortening of Total Operation Time. A Randomized Controlled Trial. Arthroscopy. 2016;32(3):436-444. doi:10.1016/j.arthro.2015.08.027. PMID: 26524933.
Aplicação: Tipo: ensaio clínico randomizado duplo-cego com 101 pacientes. Epinefrina 0,33 mg/L (equivalente a 1 mg em 3 L) no líquido de irrigação melhorou a visualização e encurtou o tempo operatório, sem alteração hemodinâmica. O maior benefício foi em estabilização e lesão labral; no reparo do manguito o benefício maior não se confirmou. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26524933/
C4
Darouiche RO, Wall MJ Jr, Itani KM, Otterson MF, Webb AL, Carrick MM, et al. Chlorhexidine-Alcohol versus Povidone-Iodine for Surgical-Site Antisepsis. N Engl J Med. 2010;362(1):18-26. doi:10.1056/NEJMoa0810988. PMID: 20054046.
Aplicação: Tipo: ensaio clínico randomizado multicêntrico com 849 adultos em cirurgia limpa-contaminada: infecção do sítio cirúrgico de 9,5% com clorexidina alcoólica contra 16,1% com povidona-iodo aquosa. Uso em cirurgia ortopédica limpa é extrapolação; a concentração não consta do resumo. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20054046/
Leitura das referências
As fontes sustentam premissas técnicas usadas na modelagem econômica. Alternativas válidas não tornam a configuração-base obrigatória.

Protocolo pós-procedimento

O que será feito, como será conduzido e quais recursos compõem a internação índice.

O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
Recuperação após a cirurgia (RPA)Manter monitorização até os critérios institucionais de alta da recuperação e transferir para a unidade de internação.Monitorização, oxigênio quando necessário e analgesia, conforme rotina da recuperação pós-anestésica do hospital.
Analgesia multimodalManter analgésico e anti-inflamatório em horário fixo e opioide apenas como resgate, antecipando o fim do efeito do bloqueio.Dipirona, cetoprofeno e tramadol. Anti-inflamatório mantido no pós-operatório e opioide como resgate [A5]; analgesia multimodal [C1]; dipirona sem fonte específica no produto.
Náusea e vômitoTratar náusea com antiemético de resgate quando presente.O custo usa ondansetrona como provisão econômica, não como resgate automático após profilaxia com o mesmo fármaco. O resgate deve utilizar classe diferente da profilaxia; repetir ondansetrona após mais de 6 horas somente pode ser considerado quando não houver alternativa disponível [A3]. A escolha e a prescrição são do anestesiologista.
HidrataçãoManter hidratação venosa até a aceitação da dieta.Soro fisiológico 0,9% e equipo.
Janela do caso índice
Recuperação de até 1 hora após a cirurgia e internação prevista de até 1 diária. Permanência diferente altera o custo de internação e pode ser simulada em Cenários.

Internação, alta e continuidade assistencial

O que será feitoComo será feitoO que será utilizado
Prevenção de tromboembolismoEstimular deambulação precoce; anticoagulante somente se a estratificação individual de risco indicar.Deambulação precoce, sem item precificado. Incidência baixa e sem benefício demonstrado de profilaxia farmacológica de rotina [P1][P2].
Vigilância respiratória e do membroObservar dispneia, considerando a paresia do hemidiafragma descrita após bloqueio interescalênico [A7] (vigilância adotada como premissa assistencial), e perfusão, sensibilidade e motricidade do membro operado.Avaliação de enfermagem e do médico.
Dieta e deambulaçãoLiberar dieta e deambulação assim que o paciente estiver acordado e sem náusea, com o membro no imobilizador.Dieta hospitalar, incluída na diária da acomodação.
Avaliação de altaVerificar dor, respiração, perfusão do membro, aceitação da dieta, deambulação e diurese, e entregar as orientações de alta e de uso do imobilizador.Avaliação e orientações de alta. Critérios clínicos sem fonte específica no produto, a validar pelo responsável técnico.
Continuidade após a altaOrientar cuidados com os portais, uso do imobilizador e retorno ambulatorial e encaminhar à reabilitação, fora deste custo hospitalar.Plano de alta e seguimento.
Limite financeiro
Medicamentos após a alta, fisioterapia e reabilitação, curativos domiciliares, consultas e retornos ambulatoriais não integram este custo hospitalar.

Precificação do protocolo pós-procedimento

Recursos diretamente consumidos, com a referência Evodux e o custo do hospital.

Preencha a coluna Custo do hospital com o custo de aquisição da instituição. Em branco, vale a referência Evodux. Com o protocolo institucional ativo, também é possível alterar quantidades, excluir e incluir itens.

Medicamentos da internaçãoParte 1 de 2
Fonte econômica
Base Evodux de clientes, projetos, protocolos e referências de aquisição; data-base out/2026. Materiais devem corresponder à unidade de aquisição efetiva.
Materiais da internaçãoParte 2 de 2
Subtotal protocolo pós-procedimento
Fonte econômica
Recuperação e acomodação são apresentadas separadamente como componentes de custo hospitalar. A dieta prescrita está incluída na diária da acomodação.

Referências bibliográficas do protocolo pós-procedimento

Literatura técnico-científica utilizada no protocolo pós-procedimento.

P1
Momenzadeh K, Yeritsyan D, Mortensen SJ, Kheir N, Khak M, Caro D, et al. While the Incidence of Venous Thromboembolism After Shoulder Arthroscopy Is Low, the Risk Factors Are a Body Mass Index Greater than 30 and Hypertension. Arthrosc Sports Med Rehabil. 6(1):100815. doi:10.1016/j.asmr.2023.100815. PMID: 38149088. Publicado online em 6 de dezembro de 2023.
Aplicação: Tipo: revisão sistemática e metanálise. Incidência de tromboembolismo venoso de 0,24% após artroscopia de ombro, com obesidade (IMC acima de 30) e hipertensão como fatores de risco. Não emite recomendação de profilaxia. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38149088/
P2
Budin JS, Ramos TA, Segel K, Rumps MV, Mulcahey MK. Venous Thromboembolism Chemical Prophylaxis in Patients Undergoing Shoulder Arthroscopy. JBJS Rev. 2024;12(3). doi:10.2106/JBJS.RVW.23.00228. PMID: 38466802.
Aplicação: Tipo: revisão narrativa. Incidência de 0,01% a 0,38%; sem benefício demonstrado de profilaxia farmacológica de rotina; sem consenso entre diretrizes. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38466802/

Custo do procedimento

Consolidação dos três protocolos precificados e da OPME, na referência Evodux e no custo do hospital.

Custo do procedimento
O que este valor representa
O custo do procedimento reúne os recursos assistenciais diretamente consumidos no caso índice. Sala cirúrgica, RPA, acomodação, impostos e margem não estão incluídos nesta etapa.

Custos operacionais hospitalares

A estrutura que o hospital mantém para realizar o procedimento: sala, recuperação, leito, esterilização, equipamentos, logística e administração. Cada hospital tem o seu custo.

Referência Evodux
Cada hospital tem o seu custo
Os custos operacionais variam entre hospitais conforme estrutura, porte, produtividade, contratos e tributação. Os valores acima são referência Evodux: cada hospital deve substituir o custo-hora da sala cirúrgica e o percentual de rateio pelos seus custos efetivamente apurados.
Como o custo operacional é calculado
Sala cirúrgica: tempo de sala do caso índice (3 h) multiplicado pelo custo-hora de referência (R$ 249,50/h), incluindo sala física, aparelho de anestesia, mesa e foco cirúrgicos, bisturi elétrico, utilidades, higienização, gases, apoio predial e depreciação-base. Rateio operacional: 5% sobre o custo total do episódio (custo do procedimento + sala cirúrgica + acomodação), representando de forma simplificada os demais custos operacionais do hospital, sem abertura item a item. Cada custo aparece uma vez; recursos já absorvidos não são recobrados como extra.

Custeio do hospital

Tempos e permanência do caso índice

Direcionadores que convertem a estrutura em custo do episódio. Em branco, vale a referência do protocolo Evodux.

Entra no custo só no custeio detalhado (com custo-hora de RPA); no simplificado, a RPA está no rateio e o tempo aparece só na jornada e nos gatilhos

Modo simplificado

Referência simplificada Evodux. Pode ser substituída pelo custeio próprio da instituição.
Inclui sala física, aparelho de anestesia, mesa e foco cirúrgicos, bisturi elétrico, utilidades, higienização, gases, apoio predial e depreciação-base
Leito, enfermagem de rotina, hotelaria, higienização, apoio geral e dieta prescrita, conforme a composição da diária informada

No modo simplificado a RPA, a CME, os equipamentos, a logística e o overhead não têm linha própria: estão representados pelo rateio. Para abri-los, utilize o custeio hospitalar detalhado.

Resultado do custeio operacional

Acomodação

A internação é apresentada separadamente para permitir duas configurações de contratação.

Configuração do caso índice
Apartamento standard por até 1 diária. A versão em enfermaria utiliza o mesmo protocolo assistencial e altera apenas o componente de acomodação.
O que a acomodação inclui
Leito ou quarto, enfermagem de rotina, hotelaria, higienização, apoio geral da unidade e dieta prescrita. A dieta prescrita está incluída na diária de referência.
Contagem das diárias
Regra-base: 1ª diária = admissão até 24 h; a 2ª diária é aberta após 24 h da admissão. A regra pode ser substituída pela convenção contratual da operadora e do hospital.

Composição de preço do procedimento

Duas configurações de acomodação, com a mesma metodologia de impostos e margem.

Leitura
A diferença entre as configurações decorre apenas da acomodação. Impostos devem refletir a carga efetiva do hospital. Margem de 10% = margem sobre a receita do episódio.

Estes valores são a referência Evodux. O custo e o preço do hospital, com os seus próprios dados, estão em e em .

Precificação do procedimento

Do custo hospitalar total ao preço do procedimento, com tributos e margem do hospital. A margem é calculada sobre a receita, nunca somada ao custo.

Identificação do procedimento

Base técnica: TUSS 30735068

Premissas de preço do hospital

Substitua pela carga efetiva do hospital
Sobre a receita
Custos financeiros, inadimplência
Preço do procedimento

Composição do preço

Preço por margem

Posicionamento do preço

Preço de tabela do hospital

Códigos TUSS dos itens

Fórmulas aplicadas

Custo do hospital × referência Evodux

Custo assistencial direto somado à estrutura hospitalar imputada ao episódio. Este é o valor que a receita do procedimento precisa cobrir antes de tributos e margem.

Estrutura do custo: referência Evodux × hospital

A referência Evodux v1.0 não possui linhas próprias de RPA, CME, equipamentos e overhead: esses custos estão representados de forma simplificada pelo rateio operacional de 5% sobre custo direto, sala cirúrgica e acomodação. Por isso, quando o hospital abre esses centros no modo detalhado, a comparação linha a linha deve ser lida junto com a linha de rateio.

Base dos Benchmarks Evodux

Base proprietária Evodux composta por episódios qualificados e comparáveis ao caso índice deste produto.

17instituições hospitalares
157procedimentos comparáveis
mai/2025 a mai/2026período de observação
Critério de composição
Os episódios são submetidos a critérios de elegibilidade, padronização de escopo e consolidação por instituição antes da formação dos benchmarks. Base deste procedimento: 157 cirurgias em 17 hospitais, de maio de 2025 a maio de 2026.

Como o benchmark é construído

Metodologia de formação das referências de preço por perfil hospitalar.

  1. Seleção de procedimentos comparáveis ao caso índice.
  2. Padronização de escopo, OPME, permanência e componentes econômicos.
  3. Consolidação dos episódios por instituição, evitando concentração por volume.
  4. Classificação dos hospitais por estrutura, hotelaria, porte e acreditação.
  5. Formação das referências P1, P2 e P3 dentro de cada perfil.

Benchmarks Evodux · P1 · P2 · P3

Referências de preço do procedimento por perfil hospitalar Evodux.

Base dos benchmarks
Referências de preço para o reparo artroscópico do manguito rotador, OPME incluída e honorários médicos excluídos. P1, P2 e P3 variam por porte, hotelaria e acreditação. Base: 157 cirurgias em 17 hospitais, de maio de 2025 a maio de 2026.

Posição da proposta e do custo do hospital

Critérios dos perfis P1, P2 e P3

A classificação hospitalar combina três dimensões estruturais; não é percentual aplicado ao custo.

Porte
Complexidade e escala relativa da estrutura hospitalar considerada no benchmark.
Hotelaria
Padrão de acomodação e serviços de hotelaria incorporados à experiência hospitalar.
Acreditação
Nível de acreditação e requisitos de estrutura/processos considerados na classificação.
Como aplicar
P1, P2 e P3 representam perfis hospitalares do mesmo procedimento. P1 corresponde ao perfil de menor estrutura relativa; P2 ao perfil intermediário e referência central; P3 ao perfil de maior estrutura relativa. A classificação resulta da combinação de porte, hotelaria e acreditação, mantendo a mesma configuração técnica do caso índice e a OPME padrão.
Não são percentis
P1, P2 e P3 não representam percentis estatísticos, quartis, multiplicadores ou percentuais sobre o custo do procedimento. São Benchmarks Evodux de preço por perfil hospitalar.

Conta hospitalar atual

Como o procedimento é faturado e recebido hoje em fee for service. Estes dados vêm do faturamento do hospital: envie a conta do procedimento ou informe as médias do período.

Enviar a conta atual do hospitalEnvie a conta do procedimento em PDF (ou XLSX/CSV). A conta é lida, classificada e cruzada com o protocolo e os custos Evodux. Nome, CPF e demais identificadores do paciente são descartados na leitura.

Ou informe as médias do faturamento

Médias do período analisado

Se em branco: faturado menos glosa
Se em branco: custo hospitalar total do produto
Tratados como repasse

Composição média da conta faturada

Em branco: mesma premissa de tributos do pacote da operadora (ou 8,65% Evodux, se não informada)

Análise econômica da operação atual

Resultado do procedimento hoje, em conta aberta: quanto é faturado, quanto chega ao caixa, quanto custa e quanto sobra.

Pacote particular do procedimento

Orçamento da artroscopia de ombro para o paciente particular: três opções com acomodação, OPME, tempo de sala e diárias, proteção pelas contas reais, condições do pacote e de pagamento.

Como o orçamento é montado
Três opções para o paciente, que variam no que ele recebe: acomodação, configuração de OPME, tempo de sala e diárias incluídos. Todas usam os mesmos custos-base do hospital e as mesmas premissas de custo operacional, imposto e margem. A proteção contra intercorrências pode vir das contas reais do hospital. O orçamento sai com as condições do pacote, os preços dos adicionais e as condições de pagamento.

1. Custos-base do hospital

GrupoBase de cálculoCusto unitário (R$)Origem
Taxa de salaCusto-hora da sala cirúrgica
Diária · Apartamento standardCusto da diária
Diária · EnfermariaCusto da diária
Materiais e medicamentosProtocolos anestésico, do procedimento e pós-procedimento
OPME padrãoConfiguração do caso índice
Exames e avaliação antes do procedimentoHospital
Cirurgião ortopedista
Auxiliar
Anestesiologista

2. Proteção contra intercorrências

Reserva

3. Premissas de preço do hospital

4. Três opções para o paciente

5. Condições de pagamento

Em branco: à vista sem a taxa do cartão

6. Comparação com a conta aberta do hospital

7. Condições do pacote e adicionais

Não incluído no pacote

Preço dos adicionais

8. Orçamento para o paciente

9. Projeção

10. Referências de preço particular publicadas

Fórmulas aplicadas

Análise de conta do procedimento

Transforme contas hospitalares reais da artroscopia de ombro em inteligência econômica: o que foi utilizado frente ao protocolo, quanto custou economicamente cada episódio e como ele se comportaria se fosse remunerado por uma proposta de pacote da operadora.

Proteção de dados. Utilize contas previamente desidentificadas. A leitura ignora algumas colunas ou linhas identificadoras reconhecidas, mas não garante anonimização de nomes de arquivo, descrições ou conteúdo livre. No modo local, os dados ficam neste navegador; quando houver integração configurada, dados e arquivos originais poderão ser enviados ao ambiente conectado. Não inclua identificadores de pacientes sem a autorização e os controles institucionais aplicáveis.

Arraste contas em PDF, XLSX, XLS, CSV ou TXT

Uma conta por arquivo. Em XLSX ou CSV, uma coluna de episódio ou atendimento permite importar várias contas no mesmo arquivo.

Como a leitura funciona

XLSX e CSV: o cabeçalho é identificado automaticamente (descrição, quantidade, unidade, valor unitário, valor total, grupo). PDF: o texto é extraído no navegador e as linhas com descrição e valores são estruturadas; PDFs digitalizados como imagem não têm texto legível e devem ser enviados em XLSX ou CSV. Convenção numérica: vírgula decimal e ponto de milhar (1.234,56); também são aceitos 1,234.56 e 1234.56, que não têm ambiguidade. Valores ambíguos ou com agrupamento malformado (por exemplo 1,234,567 ou 12.34,56) não são convertidos: a linha entra como incerta, com o campo indicado, para revisão. Números nativos de planilha são preservados. Cada item é classificado nas categorias econômicas Evodux por dicionário técnico e comparado com os itens do protocolo. Nenhuma classificação é considerada definitiva antes da validação do usuário.

Pacote proposto pela operadora

Informe a proposta recebida. O produto calcula receita, resultado e margem do hospital, o preço de equilíbrio e o preço necessário para a margem-alvo.

Substitua pela carga efetiva do hospital
Obrigatório quando incluídos
Prazo, antecipação, inadimplência
Em branco: mensal × 12

Conta aberta × pacote

O mesmo procedimento em dois modelos de remuneração: o que o hospital recebe e ganha hoje em fee for service e o que passaria a receber e ganhar no pacote proposto.

Volume

Em branco: mensal × 12

Preço, margem e ponto de equilíbrio

O preço mínimo que cobre custo e encargos e o preço que entrega a margem desejada, calculados com a margem sobre a receita, nunca somando percentual ao custo.

Margem-alvo

Faixa de negociação

A régua mostra a posição econômica de cada valor. Ela não indica se a proposta deve ser aceita ou recusada: essa decisão é do hospital.

Cenários e sensibilidade

Altere premissas de consumo, custo, preço e volume e veja o efeito imediato sobre custo, resultado e margem. Os valores iniciais são os do cenário atual do hospital.

Sensibilidade do resultado por episódio a uma variação de 10% em cada direcionador

Risco econômico do pacote

No pacote, a variação de consumo deixa de gerar receita adicional e passa a afetar diretamente o resultado do hospital. Estes cenários mostram quanto a margem depende da utilização.

Variabilidade do custo por episódio

Informe a distribuição do custo por episódio apurada pelo hospital ou utilize as contas analisadas. Com dados individuais, a distribuição é calculada automaticamente.

Preparação para negociação

Preparação econômica do hospital para negociar o pacote: posição da proposta, argumentos baseados em custo, riscos e cláusulas que protegem o resultado.

Cláusulas a pactuar

Registre a situação de cada ponto na negociação. As regras abaixo são as da base técnica Evodux; onde a base não define regra, o ponto aparece como a pactuar.

Roteiro de implantação

Como levar o produto do diagnóstico à operação: fases, responsáveis e entregas mínimas.

01Diagnóstico

Confirmar que a população que o hospital pretende operar corresponde ao caso índice. Enviar contas históricas do procedimento e cruzar a utilização real com o protocolo Evodux.

02Custeio

Informar os custos de aquisição do hospital item a item e custear a estrutura: sala cirúrgica, RPA, internação e custos operacionais.

03Alinhamento clínico

Apresentar o protocolo às equipes assistenciais, identificar onde a prática atual diverge da referência e levar cada divergência à governança clínica.

04Aprovação de protocolo

Quando a prática do hospital for mantida e diferir da referência, aprovar a divergência, registrar a versão e ativar o protocolo institucional, que recalcula o custo.

05Precificação

Definir o preço do procedimento a partir do custo, dos tributos e da margem, e compará-lo com a conta atual, os benchmarks e eventuais propostas da operadora.

06Parametrização operacional

Atualizar kit do procedimento e OPME padrão, prescrição de referência, cadastro de itens com código TUSS e tabela de preços do hospital.

07Piloto

Acompanhar os primeiros episódios caso a caso: consumo, tempo de sala, RPA, permanência, exceções e resultado econômico, comparando previsto e realizado.

08Revisão periódica

Revisar custo, protocolo e indicadores no rito definido pela governança. Atualização de preço não altera o protocolo; alteração de protocolo exige revisão da precificação.

Papéis e responsabilidades

ÁreaResponsabilidade na implantação
Direção executivaPatrocina a implantação, aprova a decisão econômica e as mudanças de protocolo com impacto financeiro relevante.
Direção técnica / clínicaCoordena a governança clínica e responde pela aprovação técnica do protocolo institucional.
Coordenação de ortopedia (cirurgia do ombro)Valida a técnica do procedimento, a configuração de OPME e as justificativas de exceção e reclassificação.
AnestesiologiaValida a técnica anestésica, o bloqueio interescalênico e os recursos anestésicos precificados.
Enfermagem do centro cirúrgico e da internaçãoValida tempos, RPA, rastreabilidade das âncoras, cuidados com os portais, uso do imobilizador e rotinas de alta.
Farmácia e suprimentosParametriza kits, medicamentos, materiais e OPME; fornece custos de aquisição.
Controladoria e custosInforma custos próprios, custeio por centro de custo e acompanha previsto × realizado.
FaturamentoParametriza a tabela de preços e os códigos TUSS do procedimento e dos itens.
Qualidade e segurança do pacienteAcompanha os indicadores assistenciais e os eventos adversos relacionados ao procedimento.
Relacionamento com operadorasConduz a discussão comercial com a operadora a partir da análise econômica aprovada internamente.

Entregas mínimas da implantação

Marque cada entrega concluída. O registro fica salvo neste navegador e entra nos cenários salvos e na exportação de dados.

Regra de implantação
A alteração de valores econômicos não modifica automaticamente o caso índice, o protocolo, as quantidades, a configuração clínica ou as regras de elegibilidade. Mudanças clínicas, alterações relevantes de OPME e ampliação do escopo devem ser avaliadas separadamente e formalmente aprovadas.

Governança clínica

Como o hospital garante que o protocolo é seguido com segurança, que as exceções são decididas por quem tem responsabilidade clínica e que o resultado econômico não é obtido à custa da qualidade.

Princípio
A configuração do produto é uma referência técnico-econômica do caso índice. Ela não deve ser utilizada como protocolo médico obrigatório nem como justificativa para impedir uma alternativa clinicamente necessária. A decisão de técnica, número e tipo de âncoras e lesões associadas a tratar permanece do cirurgião ortopedista; a técnica anestésica definitiva segue a avaliação individual e o protocolo institucional.
Separação de decisões
Decisão clínica é das áreas assistenciais. Controladoria, faturamento e relacionamento com operadoras apoiam com a leitura econômica, mas não decidem conduta. Indicadores não alteram remuneração automaticamente.

Comitê de governança clínica do protocolo

Composição
Direção técnica (coordenação), coordenação de ortopedia, anestesiologia, enfermagem do centro cirúrgico e da internação, farmácia, qualidade e segurança do paciente. Controladoria participa como apoio econômico.
Atribuições
Validar a aderência do protocolo; analisar desvios; decidir exceções e reclassificações; aprovar mudanças de protocolo; acompanhar indicadores assistenciais; registrar decisões e responsáveis.
Rito
Reunião de implantação antes do primeiro caso. Acompanhamento mensal nos primeiros meses. Revisão econômico-assistencial trimestral ou conforme o volume. Revisão extraordinária diante de evento adverso relevante.
Registro
Toda decisão gera registro com data, episódio ou tema, decisão, justificativa e responsável. Decisões que alteram o protocolo seguem o fluxo de aprovação de protocolo divergente.

O que a governança clínica acompanha

TemaO que observarOnde no produto
Aderência ao caso índiceEpisódios custeados como reparo do manguito com 2 âncoras que não correspondem ao caso índice.
Aderência ao protocoloUtilização real de medicamentos, materiais e OPME frente à referência.
Tempos e permanênciaTempo de sala acima de 3 h, recuperação acima de 1 h e permanência acima de 1 diária.
OPMEMais de 2 âncoras, fileira dupla, âncoras sem nó, tenodese com implante e enxertos, com justificativa.
Qualidade e segurançaComplicação respiratória ou neurológica relacionada ao bloqueio, infecção do sítio cirúrgico, rigidez com reabordagem precoce, tromboembolismo venoso, transferência não programada para UTI e readmissão relacionadas ao procedimento.

Registro de decisões da governança clínica

Aprovação de protocolo divergente

O que fazer quando a prática atual do hospital difere do protocolo de referência Evodux.

Quando se aplica
Sempre que a prática atual do hospital divergir da referência em técnica, recurso, quantidade, OPME, tempo de sala, RPA ou permanência, e o hospital pretender manter essa prática no procedimento que será custeado.

Primeiro, classificar a divergência

Equivalência
Recurso diferente com a mesma função e categoria técnica, sem aumento de custo relevante (por exemplo, marca equivalente de âncora). Registra-se a equivalência; não há novo protocolo.
Protocolo institucional
Diferença de técnica ou recurso com justificativa clínica institucional. Exige protocolo institucional aprovado, versionado e com o custo recalculado.
Fora do caso índice
A divergência muda a população ou a jornada (lesão maciça, reparo de mais de um tendão, fileira dupla planejada, revisão, procedimento associado, UTI programada). Não é mudança de protocolo: o episódio exige o custo de outro procedimento.

Fluxo de aprovação

  1. Identificação. A divergência é identificada pela equipe assistencial, pela análise de contas ou pela controladoria e registrada como solicitação.
  2. Dossiê técnico. Descrição da prática atual e da referência Evodux, justificativa clínica, referências bibliográficas, itens e quantidades afetados e impacto esperado em segurança.
  3. Avaliação econômica. Diferença de custo por episódio calculada no produto, com efeito sobre custo hospitalar total, preço do procedimento e margem.
  4. Parecer da governança clínica. O comitê avalia o dossiê e emite parecer técnico.
  5. Aprovação formal. Direção técnica aprova o protocolo; direção executiva aprova quando houver impacto econômico relevante.
  6. Versionamento. O protocolo institucional é registrado como versão customizada vinculada à v1.0, com data, alterações realizadas e responsável.
  7. Parametrização e comunicação. Atualizar kit, prescrição de referência, cadastro e faturamento; comunicar à operadora quando a mudança afetar preço ou contrato vigente.
  8. Monitoramento. Acompanhar os episódios seguintes no previsto × realizado e nos indicadores assistenciais.
Regras da base técnica
Alteração de protocolo exige revisão das referências e da precificação. Atualização de preços não altera automaticamente o protocolo. Inclusão de recurso adicional exige definição prévia de técnica, medicamentos, materiais, quantidades e custos antes da implantação. Mudanças entre modalidades já previstas não abrem exceção automática.

Solicitações de mudança de protocolo

Registre cada divergência. O impacto econômico é calculado sobre o custo hospitalar total desta análise e, se houver proposta da operadora, sobre o resultado no pacote.

Protocolo institucional

A versão do protocolo adotada pelo hospital, vinculada à referência Evodux Base técnica Evodux de artroscopia de ombro v1.0. A referência não é alterada: o protocolo institucional é uma camada do hospital sobre ela.

Identificação da versão

Alterações em relação à referência Evodux

Onde editar

Regra de uso
Toda alteração de protocolo deve passar pela aprovação de protocolo divergente e pela governança clínica antes de ser ativada. Alteração de protocolo exige revisão das referências e da precificação; atualização de preços não altera o protocolo. A análise de contas continua comparando a utilização real com a referência Evodux.

Indicadores

Indicadores assistenciais e econômicos para acompanhar se o resultado econômico do procedimento se sustenta sem comprometer a qualidade.

Eventos assistenciais do período

Janelas de acompanhamento, vínculo com o procedimento e critérios de exclusão devem ser definidos antes da apuração. Com volume pequeno, leia contagens absolutas junto das taxas.

Previsto × realizado

Depois da contratação, registre o realizado por período e compare com o que foi previsto na negociação.

Dashboards

Visão executiva da economia do procedimento. Painéis sem dados indicam o que precisa ser informado.

Metodologia de precificação Evodux

Do protocolo ao custo e ao preço do procedimento e ao resultado econômico do hospital, com rastreabilidade técnica e econômica.

  1. Definição do caso índice e das premissas clínicas de modelagem.
  2. Descrição dos protocolos anestésico, do procedimento e pós-procedimento.
  3. Vinculação das referências bibliográficas às premissas de cada protocolo.
  4. Precificação item a item dos recursos diretamente consumidos.
  5. Consolidação do custo do procedimento.
  6. Incorporação dos custos operacionais e da acomodação.
  7. Composição de preço do procedimento com impostos e margem hospitalar.
  8. Comparação do preço final com os Benchmarks Evodux.
  9. Governança clínica e roteiro de implantação no hospital.
Base Evodux e regra de customização
Base Evodux: clientes, projetos, protocolos, pacotes e contratos na data-base indicada. Na customização, o hospital pode substituir preços, custos, acomodação, impostos e margem, preservando escopo, quantidades e fórmulas do produto.

A atualização econômica pode ocorrer sem alterar o protocolo quando muda apenas preço unitário. Alterações recorrentes de recurso, população, OPME ou risco exigem revisão da configuração e de suas referências. Essa separação preserva a rastreabilidade e impede que uma condição comercial local se torne, por engano, uma nova premissa clínica do produto.

Camada econômica do hospital

  1. Caso índice e premissas clínicas de modelagem (Base técnica Evodux de artroscopia de ombro v1.0).
  2. Protocolos anestésico, do procedimento e pós-procedimento, com referências bibliográficas vinculadas.
  3. Precificação item a item dos recursos diretamente consumidos: custo assistencial direto.
  4. Imputação da estrutura hospitalar: sala cirúrgica, RPA, internação, CME, equipamentos, farmácia e logística, overhead e outros centros.
  5. Custo hospitalar total do episódio.
  6. Conta atual em fee for service: faturamento, glosas, receita líquida, tributos, resultado e margem.
  7. Proposta de pacote: receita, resultado, margem, preço de equilíbrio e preço para margem-alvo.
  8. Contexto comparativo pelos Benchmarks Evodux P1, P2 e P3.
  9. Cenários, variabilidade, risco e volume.
  10. Governança, negociação e acompanhamento previsto × realizado.

Fórmulas

GrandezaFórmula
Receita líquidaFaturamento − glosas e ajustes
ResultadoReceita líquida − tributos e percentuais incidentes − custo hospitalar total − repasses
MargemResultado ÷ receita líquida
Preço de equilíbrioCusto ÷ (1 − tributos − outros percentuais incidentes); com glosa esperada g: Custo ÷ [(1 − g) × (1 − tributos − outros)]
Preço para margem-alvoCusto ÷ (1 − tributos − margem − demais percentuais incidentes sobre receita)
Sala cirúrgica no procedimentoTempo utilizado × custo por minuto produtivo; custo por minuto = custo mensal ÷ (horas produtivas × 60)
RPA no procedimentoTempo de RPA × custo-hora RPA
InternaçãoPermanência × custo paciente-dia
Equipamento[(Valor de aquisição ÷ vida útil) + manutenção anual] ÷ horas de uso anuais × tempo no procedimento
Referência Evodux simplificada5% × (custo direto + sala cirúrgica + acomodação)

Conferência: com os valores da base (custo hospitalar R$ 5.781,15, tributos 8,65% e margem 10% sobre a receita) a fórmula de preço para margem-alvo reproduz o preço de referência Evodux de R$ 7.106,52 em apartamento standard.

Proteção de dados

Utilize contas previamente desidentificadas. A leitura ignora algumas colunas ou linhas identificadoras reconhecidas, mas não garante anonimização de nomes de arquivo, descrições ou conteúdo livre. No modo local, os dados ficam neste navegador; quando houver integração configurada, dados e arquivos originais poderão ser enviados ao ambiente conectado. Não inclua identificadores de pacientes sem a autorização e os controles institucionais aplicáveis.

Disclaimer e limitações

Premissas, limitações e condições de uso.

Natureza do produto
Referência técnico-econômica do custo do procedimento cirúrgico hospitalar; não constitui indicação de procedimento, prescrição ou protocolo médico obrigatório.
Responsabilidade assistencial
Técnica anestésica, bloqueio regional, profilaxia antibiótica, prevenção de tromboembolismo, escolha e número de âncoras e demais condutas devem seguir protocolo institucional e julgamento profissional.
Premissas de consumo
As quantidades são premissas econômicas do caso índice e não constituem prescrição individual.
Base Evodux
Custos e Benchmarks apresentados decorrem da metodologia e da base Evodux na data-base indicada e podem variar por região, porte, contratos, produtividade, tecnologia e tributação.
Customização econômica
O hospital pode substituir preços de medicamentos, materiais, OPME, serviços, acomodação, custos operacionais, impostos e margem pelas suas referências próprias. A substituição deve preservar a rastreabilidade da unidade, quantidade, escopo e fórmula de cálculo.
Custos operacionais
Podem ser substituídos pelos custos efetivamente apurados pelo prestador, preservando os direcionadores e sem duplicidade com itens já incorporados ao custo.
Benchmarks Evodux
P1, P2 e P3 são referências de preço por perfil hospitalar Evodux e não garantem preço, saving, remuneração ou resultado financeiro. Neste produto, a base é de 157 cirurgias em 17 hospitais, de maio de 2025 a maio de 2026.
Honorários médicos
Cirurgião ortopedista, auxiliares e anestesiologista permanecem excluídos do preço hospitalar.
Decisão do hospital
O produto fornece informação para decisão. Não recomenda aceitar ou recusar propostas. A análise de contas não conclui sobre adequação assistencial: diferença de utilização é um dado econômico, não um julgamento clínico.

Índice de referências

Mapa rápido das fontes utilizadas no produto e referências completas.

CódigoEscopoReferências
A1-A10Protocolo anestésicoASA monitorização básica · ASA jejum 2023 · Quarto consenso de náusea e vômito 2020 (histórico) e atualização pelo quinto consenso 2026 · Profilaxia antimicrobiana em cirurgia 2013 · PROSPECT reparo do manguito 2019 · Desmet 2013, dexametasona e bloqueio interescalênico · Urmey 1991, paresia do hemidiafragma · Murphy 2010, cadeira de praia · Liguori 1998, hipotensão e bradicardia · ASA bloqueio neuromuscular 2023
C1-C4Protocolo do procedimentoAAOS 2025, diretriz do manguito rotador · Millett 2014, fileira simples e dupla · van Montfoort 2016, epinefrina na irrigação · Darouiche 2010, clorexidina alcoólica
P1-P2Protocolo pós-procedimentoMomenzadeh, tromboembolismo após artroscopia de ombro · Budin 2024, profilaxia farmacológica
Rastreabilidade
As referências completas aparecem no encerramento de cada bloco clínico. Cada fonte está associada às premissas específicas que sustenta. Este índice serve para navegação executiva e não substitui as citações detalhadas.
Controle de versão
Versão 1.0 · data-base out/2026 · próxima atualização: abril de 2027. Versões customizadas devem registrar cliente, data e alterações realizadas, vinculadas à versão 1.0. Alteração de protocolo exige revisão das referências e da precificação. Atualização de preços não altera automaticamente o protocolo.

Protocolo anestésico

A1
American Society of Anesthesiologists. Standards for Basic Anesthetic Monitoring. Schaumburg (IL): American Society of Anesthesiologists; aprovado em 21 de outubro de 1986, última emenda em 15 de outubro de 2025. Norma institucional, sem PMID.
Aplicação: Tipo: norma da sociedade (padrão de prática da ASA). Standard II: oximetria de pulso (2.1), capnografia contínua na anestesia geral (2.2), ECG contínuo e pressão arterial no mínimo a cada 5 minutos (2.3) e temperatura quando houver alteração prevista ou suspeita (2.4). Não trata de espectroscopia cerebral nem de pressão invasiva na cadeira de praia e não define quantidades de material. www.asahq.org/standards-and-practice-parameters/standards-for-basic-anesthetic-monitoring
A2
Joshi GP, Abdelmalak BB, Weigel WA, Harbell MW, Kuo CI, Soriano SG, et al. 2023 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Preoperative Fasting: Carbohydrate-containing Clear Liquids with or without Protein, Chewing Gum, and Pediatric Fasting Duration. A Modular Update of the 2017 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Preoperative Fasting. Anesthesiology. 2023;138(2):132-151. doi:10.1097/ALN.0000000000004381. PMID: 36629465.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática (ASA) com revisão sistemática. Sustenta líquido claro com carboidrato até 2 horas antes de procedimento eletivo em adulto saudável. Os tempos de jejum para sólidos vêm da diretriz ASA de 2017, que esta atualiza e que não foi conferida nesta revisão. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36629465/
A3
Gan TJ, Belani KG, Bergese S, Chung F, Diemunsch P, Habib AS, et al. Fourth Consensus Guidelines for the Management of Postoperative Nausea and Vomiting. Anesth Analg. 2020;131(2):411-448. doi:10.1213/ANE.0000000000004833. PMID: 32467512. Errata: Anesth Analg. 2020;131(5):e241 (PMID: 33094991), que corrige a Tabela 2 e a Figura 4. Atualização: Gan TJ, Jin Z, Ayad S, Belani KG, Habib AS, Meyer TA, et al. Fifth Consensus Guidelines for the Management of Postoperative Nausea and Vomiting: Executive Summary. Anesth Analg. 2026;143(3):497–513. Publicado online em 14 de novembro de 2025. doi:10.1213/ANE.0000000000007816. PMID: 41237407.
Aplicação: Tipo: consenso de especialistas com endosso de sociedades. Pelo resumo, sustenta a estratificação do risco, a profilaxia multimodal nos pacientes de risco e o tratamento de resgate. A seção de resgate do texto integral orienta utilizar classe farmacológica diferente da profilaxia; após mais de 6 horas, pode-se considerar repetir antiemético de curta ação se não houver alternativa disponível. A escolha, dose e momento devem ser definidos pelo anestesiologista conforme risco e protocolo institucional. Texto integral consultado: https://www.ashp.org/-/media/assets/policy-guidelines/docs/endorsed-documents/endorsed-documents-fourth-consensus-guidelines-postop-nausea-vomiting.pdf Atualização de 2026: a 5ª edição mantém a abordagem multimodal de prevenção e recomenda resgate de classe farmacológica diferente da profilaxia. Se transcorrerem mais de 6 horas, uma segunda dose de antagonista 5-HT3 ou butirofenona pode ser considerada somente quando não houver alternativa. A escolha, dose e momento são institucionais e do anestesiologista. Foram conferidos o resumo executivo e a seção Guideline 4 do relatório completo; esta atualização não altera os medicamentos ou quantidades precificados. Fonte da seção conferida (p.33): https://cdn-links.lww.com/permalink/aa/f/aa_1_1_2025_09_14_gan_aa-d-25-00465_sdc1.pdf pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41237407/
A4
Bratzler DW, Dellinger EP, Olsen KM, Perl TM, Auwaerter PG, Bolon MK, et al. Clinical practice guidelines for antimicrobial prophylaxis in surgery. Am J Health Syst Pharm. 2013;70(3):195-283. doi:10.2146/ajhp120568. PMID: 23327981.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática (ASHP, IDSA, SIS e SHEA). Tabela 1: cefazolina 2 g para adulto (3 g a partir de 120 kg); seção de momento: dose inicial até 60 minutos antes da incisão; duração menor que 24 horas. A diretriz não trata de artroscopia de ombro nem de âncoras de sutura: a indicação de profilaxia neste procedimento é premissa a validar pelo responsável técnico. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23327981/
A5
Toma O, Persoons B, Pogatzki-Zahn E, Van de Velde M, Joshi GP; PROSPECT Working Group collaborators. PROSPECT guideline for rotator cuff repair surgery: systematic review and procedure-specific postoperative pain management recommendations. Anaesthesia. 2019;74(10):1320-1331. doi:10.1111/anae.14796. PMID: 31392721.
Aplicação: Tipo: revisão sistemática com recomendações procedimento-específicas (PROSPECT/ESRA). Recomenda bloqueio interescalênico como primeira escolha, em dose única ou contínuo; bloqueio supraescapular como alternativa; paracetamol e anti-inflamatório mantidos no pós-operatório; dexametasona por via venosa; opioide como resgate; técnica artroscópica sempre que possível. Não recomenda adjuvantes perineurais, hipotensão controlada nem imobilizador específico para controle da dor. Não define doses nem quantidades. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31392721/
A6
Desmet M, Braems H, Reynvoet M, Plasschaert S, Van Cauwelaert J, Pottel H, et al. I.V. and perineural dexamethasone are equivalent in increasing the analgesic duration of a single-shot interscalene block with ropivacaine for shoulder surgery: a prospective, randomized, placebo-controlled study. Br J Anaesth. 2013;111(3):445-452. doi:10.1093/bja/aet109. PMID: 23587875.
Aplicação: Tipo: ensaio clínico randomizado, duplo-cego, controlado por placebo. Em 150 pacientes de artroscopia de ombro com bloqueio interescalênico em dose única com ropivacaína 0,5%, a dexametasona 10 mg por via venosa prolongou a analgesia de forma equivalente à via perineural. Não é específico de reparo do manguito e não trata de náusea. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/23587875/
A7
Urmey WF, Talts KH, Sharrock NE. One hundred percent incidence of hemidiaphragmatic paresis associated with interscalene brachial plexus anesthesia as diagnosed by ultrasonography. Anesth Analg. 1991;72(4):498-503. doi:10.1213/00000539-199104000-00014. PMID: 2006740.
Aplicação: Tipo: estudo observacional prospectivo com 13 pacientes. Paresia do hemidiafragma em todos os pacientes após bloqueio interescalênico por técnica de parestesia com volume alto de mepivacaína, com recuperação em 3 a 5 horas. Não avalia o bloqueio guiado por ultrassom com volume baixo. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/2006740/
A8
Murphy GS, Szokol JW, Marymont JH, Greenberg SB, Avram MJ, Vender JS, et al. Cerebral oxygen desaturation events assessed by near-infrared spectroscopy during shoulder arthroscopy in the beach chair and lateral decubitus positions. Anesth Analg. 2010;111(2):496-505. doi:10.1213/ANE.0b013e3181e33bd9. PMID: 20508134.
Aplicação: Tipo: estudo observacional prospectivo comparativo, não randomizado. Eventos de dessaturação cerebral em 80,3% dos pacientes em cadeira de praia e em nenhum em decúbito lateral. Não avalia desfecho neurológico e não torna obrigatória a espectroscopia. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20508134/
A9
Liguori GA, Kahn RL, Gordon J, Gordon MA, Urban MK. The use of metoprolol and glycopyrrolate to prevent hypotensive/bradycardic events during shoulder arthroscopy in the sitting position under interscalene block. Anesth Analg. 1998;87(6):1320-1325. doi:10.1097/00000539-199812000-00020. PMID: 9842820.
Aplicação: Tipo: ensaio clínico randomizado com 150 pacientes. Eventos de hipotensão e bradicardia em 28% dos pacientes do grupo placebo em artroscopia de ombro sentado sob bloqueio interescalênico. Sustenta a ocorrência do evento; não trata de efedrina como resgate, que é premissa econômica do produto. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/9842820/
A10
Thilen SR, et al. 2023 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Monitoring and Antagonism of Neuromuscular Blockade: A Report by the American Society of Anesthesiologists Task Force on Neuromuscular Blockade. Anesthesiology. 2023;138:13-41. doi:10.1097/ALN.0000000000004379. PMID: 36520073.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática (ASA). Sustenta monitorização quantitativa, avaliação no adutor do polegar e recuperação da relação TOF de 0,9 ou mais antes da extubação. Não determina que a neostigmina só possa ser usada em bloqueio mínimo nem define dose econômica universal. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36520073/

Protocolo do procedimento

C1
American Academy of Orthopaedic Surgeons. Management of Rotator Cuff Injuries: Evidence-Based Clinical Practice Guideline. Rosemont (IL): AAOS; aprovada e publicada em 18 de agosto de 2025. Diretriz institucional, sem PMID.
Aplicação: Tipo: diretriz de prática da sociedade. Recomendação 4: não sugere acromioplastia de rotina junto ao reparo artroscópico de lesões pequenas e médias. Recomendação 7: mobilização precoce (0 a 2 semanas) e tardia (até 8 semanas) com resultados equivalentes. Recomendação 15: fileira dupla não recomendada para melhorar os desfechos relatados pelo paciente. Recomendação 16: em lesões maiores que 3 cm, fileira dupla pode reduzir nova ruptura e melhorar desfechos. Recomendação 20: reparo artroscópico com menos dor e mais mobilidade precoce que o aberto. Recomendação 21: analgesia multimodal ou não opioide. Não define número de âncoras. Discute modalidades de analgesia, inclusive bloqueio regional, mas não estabelece o esquema anestésico ou as quantidades precificadas neste produto. Não traz recomendação de tromboprofilaxia para o caso índice. www.aaos.org/quality/quality-programs/rotator-cuff/
C2
Millett PJ, Warth RJ, Dornan GJ, Lee JT, Spiegl UJ. Clinical and structural outcomes after arthroscopic single-row versus double-row rotator cuff repair: a systematic review and meta-analysis of level I randomized clinical trials. J Shoulder Elbow Surg. 2014;23(4):586-597. doi:10.1016/j.jse.2013.10.006. PMID: 24411671.
Aplicação: Tipo: revisão sistemática e metanálise de 7 ensaios randomizados. Fileira dupla com menos nova ruptura (14,2% contra 25,9%), sem diferença nos escores clínicos. O resumo não traz análise por tamanho da lesão. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24411671/
C3
van Montfoort DO, van Kampen PM, Huijsmans PE. Epinephrine Diluted Saline-Irrigation Fluid in Arthroscopic Shoulder Surgery: A Significant Improvement of Clarity of Visual Field and Shortening of Total Operation Time. A Randomized Controlled Trial. Arthroscopy. 2016;32(3):436-444. doi:10.1016/j.arthro.2015.08.027. PMID: 26524933.
Aplicação: Tipo: ensaio clínico randomizado duplo-cego com 101 pacientes. Epinefrina 0,33 mg/L (equivalente a 1 mg em 3 L) no líquido de irrigação melhorou a visualização e encurtou o tempo operatório, sem alteração hemodinâmica. O maior benefício foi em estabilização e lesão labral; no reparo do manguito o benefício maior não se confirmou. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26524933/
C4
Darouiche RO, Wall MJ Jr, Itani KM, Otterson MF, Webb AL, Carrick MM, et al. Chlorhexidine-Alcohol versus Povidone-Iodine for Surgical-Site Antisepsis. N Engl J Med. 2010;362(1):18-26. doi:10.1056/NEJMoa0810988. PMID: 20054046.
Aplicação: Tipo: ensaio clínico randomizado multicêntrico com 849 adultos em cirurgia limpa-contaminada: infecção do sítio cirúrgico de 9,5% com clorexidina alcoólica contra 16,1% com povidona-iodo aquosa. Uso em cirurgia ortopédica limpa é extrapolação; a concentração não consta do resumo. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20054046/

Protocolo pós-procedimento

P1
Momenzadeh K, Yeritsyan D, Mortensen SJ, Kheir N, Khak M, Caro D, et al. While the Incidence of Venous Thromboembolism After Shoulder Arthroscopy Is Low, the Risk Factors Are a Body Mass Index Greater than 30 and Hypertension. Arthrosc Sports Med Rehabil. 6(1):100815. doi:10.1016/j.asmr.2023.100815. PMID: 38149088. Publicado online em 6 de dezembro de 2023.
Aplicação: Tipo: revisão sistemática e metanálise. Incidência de tromboembolismo venoso de 0,24% após artroscopia de ombro, com obesidade (IMC acima de 30) e hipertensão como fatores de risco. Não emite recomendação de profilaxia. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38149088/
P2
Budin JS, Ramos TA, Segel K, Rumps MV, Mulcahey MK. Venous Thromboembolism Chemical Prophylaxis in Patients Undergoing Shoulder Arthroscopy. JBJS Rev. 2024;12(3). doi:10.2106/JBJS.RVW.23.00228. PMID: 38466802.
Aplicação: Tipo: revisão narrativa. Incidência de 0,01% a 0,38%; sem benefício demonstrado de profilaxia farmacológica de rotina; sem consenso entre diretrizes. pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38466802/

Cenários salvos

Guarde versões da análise para comparar, duplicar, editar e restaurar: referência Evodux, cenário hospital, conta atual, negociação, contraproposta, contratado, previsto e realizado.

Rastreabilidade

Cada indicador com o dado de origem, a fonte, a premissa, a fórmula e o resultado. Nenhum dado ausente é tratado como zero sem aviso.

Produto gerado a partir do HTML base corrigido da linha CPH. Não representa validação clínica nem integração concluída.